As a community, we should strive to set up an infrastructure
(Collins, Joseph, Bielaczyc, 2004)
Collins, Joseph e Bielaczyc (2004), pretenderam neste artigo sobre Design-based Research (DBR) responder a um conjunto de necessidades e questões nucleares no estudo da aprendizagem, tais como:
® A necessidade de colocar questões teóricas acerca do futuro da aprendizagem em contexto real.
® A necessidade de desenvolver novas abordagens no estudo da aprendizagem em situações reais em vez de investigações assentes em práticas laboratoriais
® A necessidade de ir mais além do que as tradicionais e limitadas medidas de aprendizagem
® A necessidade de obter resultados na investigação a partir da avaliação formativa
Segundo os investigadores, na DBR o desenho é constantemente revisto conforme o explorado durante a experiência até que todas as interferências sejam removidas do processo da aprendizagem. São apresentados dois exemplos de investigação no artigo, fornecendo base de como pode o processo investigativo funcionar e ser elaborado. Trata-se d e um ciclo em constante análise e avaliação, baseado na evidência recolhida no campo.
Os investigadores implementando o DBR devem ter sempre em mente uma amalgama de objetivos: refinar tanto a teoria como a prática educacacional.
Atente nesta proposta de um ciclo de investigação DBR apresentada por Mor (2010).
Os autores justificam a necessidade de criar uma nova abordagem como forma de preencher a lacuna deixado pelo método experimental nas investigações relativas a práticas educativas. Assim, a DBR surge como uma nova abordagem na qual os elementos principais da investigação estão interligados. Veja o seguinte esquema baseado numa interpretação de Barab sobre este artigo:
Fonte: Barab (2006, p. 157) [adapt.]
1) Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada?
Segundo o artigo, os aspetos mais inovadores da aborgagem apresentada prendem-se com sete fatores que se apresentam em contraste com as metodologias de outras abordagens:
® Observação de situações reais em que os intervenientes não estão perante as distorções (adequação) laboratoriais.
® Existência de muitas variáveis comuns às situações reais. Embora nem todas as variáveis sejam analisadas nos estudos.
® O objetivo principal inicial é a identificação de todas as variáveis e/ou a caracterização da situação que afecta as variáveis de interesse ao estudo.
® A flexibilidade da revisão do desenho, iniciando a investigação com métodos e materiais que não estão previamente estabelecidos e que poderão ser revistos dependendo do seu sucesso na prática.
® A interação social pelo facto das observações se efetuarem em situações sociais complexas, tal como uma sala de aulas.
® O desenvolvimento de um perfil qualitativo e quantitativo, atendendo a diversos aspetos do desenho, que caracterizem o desenho em prática.
® A participação ativa dos co-participantes na análise e desenho de forma a ter as diferentes especializações na produção e análise do desenho.
2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo?
A forma como se relaciona com as abordagens tradicionais estão relacionadas com os sete fatores mencionados e podem ser representados numa tabela.
Diferenças entre Design-based Research e Estudos Experimentais de Psicologia
DBR
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Estudos Experimentais de Psicologia
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Localização da pesquisa
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situação de aprendizagem real
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laboratório
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Complexidade das variáveis
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tipos diferentes de variáveis dependentes
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variáveis dependentes reduzidas
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Tratamento das variáveis
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Nem todas as variáveis são conhecidada antecipadamente, surgindo algumas durante o estudo.
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As variáveis são escolhidas de antemão e mantêm-se constantes durante o estudo.
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Desenrolar dos procedimentos
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Os procedimentos são flexíveis e evoluem durante o estudo.
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São usados procedimentos fixos.
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Interação social
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Interações sociais complexas envolvendo colaboração e partilha
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Isolamento de indivíduos
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Comunicação dos resultados
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Descrição do desenho pela/na prática
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Relatório sobre a confirmação ou não das hipóteses estabelecidas
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Papel dos participantes
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Investigadores e participantes estão ativos e influenciam o desenho da pesquisa.
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O investigador não deve influenciar o sujeito da investigação e o sujeito. não influenciar a conceção.
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Fonte: Barab (2006, p. 157)
3) Que dificuldades antecipam na sua implementação?
Os desafios apresentados pelos autores foram três:
1. as dificuldades que surgem da complexidade das situações reais e a sua resistência natural à experiênia controlada
"Because design experiments are set in learning environments, there are many variables that cannot be controlled." (op. cit. , p. 19)
"...in human situations not only was it practically impossible to keep all other factors constant, but trying to do so in itself introduced the biggest change of all..." (op. cit. , p. 28)
2. a imensa quantidade de informação e dados resultantes da necessidade de combinar métodos de análise diferenciados: etnográficos e quantitativos
"Hence, they usually are swamped with data, and given the data reduction problems, there is usually not enough time or resources to analyze so much data, and so design experiments tend to be large endeavors." (op. cit. , p. 19)
"In fact, we have no room to store all the data, let alone time to score it." (op. cit. , p. 28)
3. a comparação entre os diversos tipos de desenho
Segundo os autores do artigo, o rigor teórico e metodológico é necessário para que o DBR seja uma metodologia aceite, avançando construções teóricas (e até mesmo desenhos) que são de uso geral para todos.
"Such observation entails both qualitative and quantitative observations... When some aspect of the design is not working, the design team, including the teacher or facilitator, should consider different options to improve the design in practice, and institute design changes as frequently as necessary." (op. cit. , p. 19)
4) Quais as principais implicações/conclusões?
Neste artigo Collins, Joseph e Bielaczyc estabelecem respostas relacionadas com esta nova abordagem. Repondem a o que consiste este tipo de investigação; referem como proceder uma investigação usando DBR (op. cit., p. 33), bem como as razões porque se deverá usar a DBR.
Nesse processo referem as dificuldades inerentes ao processo, mas igualmente estabelecem as bases necessárias para a teorização e implantação em novos estudos. Referem a necessidade de criar infrastuturas que permitem outros investigadores analisar os dados recolhidos em estudos anteriormente realizados.
Referências
Barab, S. (2006). Design-Based Research: A Methodological Toolkit for the Learning Scientist. The Cambridge Handbook of the Learning Sciences. vol. 13(1), Cambridge University Press. Obtido em fevereiro de 2012, de inkido.indiana.edu: http://inkido.indiana.edu/research/onlinemanu/papers/dbr_ls_hb.pdf
Collins, A., Joseph, D. e Bielaczyc, K. (2004). Design research: Theoretical and methodological issues. Journal of the Learning Sciences, 13(1), 15-42. Obtido em janeiro de 2012, de COE: http://it.coe.uga.edu/~treeves/EDIT9990/Collins2004.pdf
Mor, Yishay (2010). A Design Approach to Research in Technology Enhanced Mathematics Education. [Tese Doutoramento]. Institute of Education, University of London. Obtida em fevereiro de 2010, de www.yishaymor.org/phd


