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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Design-based Research (DBR)


As a community, we should strive to set up an infrastructure
(Collins, Joseph, Bielaczyc, 2004)

Collins, Joseph e Bielaczyc (2004), pretenderam neste artigo sobre Design-based Research (DBR) responder a um conjunto de necessidades e questões nucleares no estudo da aprendizagem, tais como:
®  A necessidade de colocar questões teóricas acerca do futuro da aprendizagem em contexto real.
®  A necessidade de desenvolver novas abordagens no estudo da aprendizagem em situações reais em vez de investigações assentes em práticas laboratoriais 
®  A necessidade de ir mais além do que as tradicionais e limitadas medidas de aprendizagem
®  A necessidade de obter resultados na investigação a partir da avaliação formativa
Segundo os investigadores, na DBR o desenho é constantemente revisto conforme o explorado durante a experiência até que todas as interferências sejam removidas do processo da aprendizagem. São apresentados dois exemplos de investigação no artigo, fornecendo base de como pode o processo investigativo funcionar e ser elaborado. Trata-se d e um ciclo em constante análise e avaliação, baseado na evidência recolhida no campo.  
Os investigadores implementando o DBR devem ter sempre em mente uma amalgama de objetivos: refinar tanto a teoria como a prática educacacional.
Atente nesta proposta de um ciclo de investigação DBR apresentada por Mor (2010).

Fonte: Flickr [1]

Os autores justificam a necessidade de criar uma nova abordagem como forma de preencher a lacuna deixado pelo método experimental nas investigações relativas a práticas educativas. Assim, a DBR surge como uma nova abordagem na qual os elementos principais da investigação estão interligados. Veja o seguinte esquema baseado numa interpretação de Barab sobre este artigo:
Fonte: Barab (2006, p. 157) [adapt.]

1) Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada?
Segundo o artigo, os aspetos mais inovadores da aborgagem apresentada prendem-se com sete fatores que se apresentam em contraste com as metodologias de outras abordagens:
®    Observação de situações reais em que os intervenientes não estão perante as distorções (adequação) laboratoriais.
®    Existência de muitas variáveis comuns às situações reais. Embora nem todas as variáveis sejam analisadas nos estudos.
®    O objetivo principal inicial é a identificação de todas as variáveis e/ou a caracterização da situação que afecta as variáveis de interesse ao estudo.
®    A flexibilidade da revisão do desenho, iniciando a investigação com métodos e materiais que não estão previamente estabelecidos e que poderão ser revistos dependendo do seu sucesso na prática.
®    A interação social pelo facto das observações se efetuarem em situações sociais complexas, tal como uma sala de aulas.
®    O desenvolvimento de um perfil qualitativo e quantitativo, atendendo a diversos aspetos do desenho, que caracterizem o desenho em prática.
®    A participação ativa dos co-participantes na análise e desenho de forma a ter as diferentes especializações na produção e análise do desenho.
2) De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo?
A forma como se relaciona com as abordagens tradicionais estão relacionadas com os sete fatores mencionados e podem ser representados numa tabela.
Diferenças entre Design-based Research e Estudos Experimentais de Psicologia
                                                                                                    
DBR
Estudos Experimentais de Psicologia
Localização da pesquisa
situação de aprendizagem real
laboratório
Complexidade das variáveis
tipos diferentes de variáveis dependentes
variáveis dependentes reduzidas
Tratamento das variáveis
Nem todas as variáveis são conhecidada antecipadamente, surgindo algumas durante o estudo.
As variáveis são escolhidas de antemão e mantêm-se constantes durante o estudo.
Desenrolar dos procedimentos
Os procedimentos são flexíveis e evoluem durante o estudo.
São usados procedimentos fixos.
Interação social
Interações sociais complexas envolvendo colaboração e partilha
Isolamento de indivíduos
Comunicação dos resultados
Descrição do desenho pela/na prática
Relatório sobre a confirmação ou não das hipóteses estabelecidas
Papel dos participantes
Investigadores e participantes estão ativos e influenciam o desenho da pesquisa.
O investigador não deve influenciar o sujeito da investigação e o sujeito. não influenciar a conceção.

Fonte: Barab (2006, p. 157)


3) Que dificuldades antecipam na sua implementação?
Os desafios apresentados pelos autores foram três:
1.       as dificuldades que surgem da complexidade das situações reais e a sua resistência natural à experiênia controlada
"Because design experiments are set in learning environments, there are many variables that cannot be controlled." (op. cit. , p. 19)
"...in human situations not only was it practically impossible to keep all other factors constant, but trying to do so in itself introduced the biggest change of all..." (op. cit. , p. 28)
2.       a imensa quantidade de informação e dados resultantes da necessidade de combinar métodos de análise diferenciados: etnográficos e quantitativos
"Hence, they usually are swamped with data, and given the data reduction problems, there is usually not enough time or resources to analyze so much data, and so design experiments tend to be large endeavors." (op. cit. , p. 19)
"In fact, we have no room to store all the data, let alone time to score it." (op. cit. , p. 28)
3.       a comparação entre os diversos tipos de desenho
Segundo os autores do artigo, o rigor teórico e metodológico é necessário para que o DBR  seja uma metodologia aceite, avançando construções teóricas (e até mesmo desenhos) que são de uso geral para todos.
"Such observation entails both qualitative and quantitative observations... When some aspect of the design is not working, the design team, including the teacher or facilitator, should consider different options to improve the design in practice, and institute design changes as frequently as necessary." (op. cit. , p. 19)

4) Quais as principais implicações/conclusões? 
Neste artigo Collins, Joseph e Bielaczyc estabelecem respostas relacionadas com esta nova abordagem. Repondem a o que consiste este tipo de investigação; referem como proceder uma investigação usando DBR (op. cit., p. 33), bem como as razões porque  se deverá usar a DBR.
Nesse processo referem as dificuldades inerentes ao processo, mas igualmente estabelecem as bases necessárias para a teorização e implantação em novos estudos.  Referem a necessidade de criar infrastuturas que permitem outros investigadores analisar os dados recolhidos em estudos anteriormente realizados.

[1] Retirado de Mor, Yishay (2010)


Referências 

Barab, S. (2006). Design-Based Research: A Methodological Toolkit for the Learning Scientist. The Cambridge Handbook of the Learning Sciences. vol. 13(1),  Cambridge University Press. Obtido em fevereiro de 2012, de inkido.indiana.edu: http://inkido.indiana.edu/research/onlinemanu/papers/dbr_ls_hb.pdf

Collins, A., Joseph, D. e Bielaczyc, K. (2004). Design research: Theoretical and methodological issues. Journal of the Learning Sciences, 13(1), 15-42. Obtido em janeiro de 2012, de COE: http://it.coe.uga.edu/~treeves/EDIT9990/Collins2004.pdf
Mor, Yishay (2010). A Design Approach to Research in Technology Enhanced Mathematics Education. [Tese Doutoramento]. Institute of Education, University of London. Obtida em fevereiro de 2010, de www.yishaymor.org/phd


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domingo, 15 de janeiro de 2012

Matriz de Análise de Conteúdo

Após conduzir a entrevista e proceder à sua transcrição, recai a pesada tarefa da análise de dados. Para tal, foi  reduzida a entrevista a uma matriz. Assim, a análise de dados é facilitada.







domingo, 11 de dezembro de 2011

Reformulação de Guião

Após análise dos guiões dos nossos colegas, bem como de considerações feitas no fórum dedicado para discussão dos guiões, o grupo Quatro reuniu-se, justificando num post a sua posição quando delineou o seu Guião, mas igualmente pretendendo indicações sobre o que poderia fazer para melhorar o trabalho, conforme citação abaixo:

"Boa tarde, professor e colegas :-)
Em primeiro lugar, parabéns a todos os grupos pelo trabalho realizado!
Relativamente às notas deixadas pelo professor, ficam aqui os nossos comentários/perguntas:
1.º Inquérito por questionário / entrevista
No nosso guião tivemos o cuidado de além das perguntas fechadas – para facilitar o tratamento de dados – permitir sempre ao entrevistado refletir sobre as questões colocadas. As perguntas completamente fechadas, no nosso ponto de vista, serviam para compreender o contexto em que o entrevistado trabalha. No entanto, considera que este é um aspeto que devemos corrigir?
2.º Inquérito por entrevista presencial
Durante a realização deste guião tivemos esta dúvida. No entanto, depois do professor nos esclarecer, reformulámos as nossas questões para o entrevistado não ter de escrever nada. A parte de layout por nós trabalhada tem como objetivo facilitar o entrevistador a tirar apontamentos. Além disso, contemplamos a possibilidade, para nós essencial, de utilizar um instrumento de gravação.
3.º Objetivos e dimensões estudadas
Tentámos colocar os objectivos e as dimensões estudadas. Considera que devemos enriquecer o guião definindo subcategorias?
4.º Número de questões
Uma vez que, segundo o professor, teremos apenas que tentar perceber os principais procedimentos a este nível (entrevista), deveremos reduzir o número de questões?
Atentamente,
Grupo 4" 

Após resposta do docente e refletindo sobre o que foi dito ao grupo e restantes colegas, resolveu-se reformular o guião respeitando a sua essência. O fruto dessa reflexão aqui fica:



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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amostra

Segundo Cohen (2005), existem quatr fatores-chave na amostragem:

1 - Tamanho da amostra.
Citando Borg e Gall (1979:195), Cohen refere que, como regra geral, tamanhos de amostra deve ser grande, onde:
 há muitas variáveis​​;
• apenas pequenas diferenças ou relações de pequeno porte são esperados ou previstos;
 a amostra será dividida em subgrupos;
 a amostra é heterogênea em termos das variáveis ​​em estudo;
 medidas confiáveis ​​da variável dependente não estão disponíveis.



Fonte: D'Arcy (1990)

- Representatividade e parâmetros da amostra.
É importante que a amostra represente de fato toda a população em questão. Verificar as variáveis que poderão alterar o resultado (idade, sexo, ocupação, região, clima...)


3 - Acesso à amostra.
Cohen menciona que nem sempre é suficiente ser capaz de "obter" a amostra, o problema poderá ser "conseguir que a informação flua" para o público em geral.

4 - Estratégia de amostragem a ser utilizada.

Existem dois métodos de escolha de amostra: a probabilística e a não-probabilística. 
Numa amostra probabilística as chances de membros da população em geral serem selecionados para a amostra são conhecidas, enquanto que numa amostra não-probabilística as chances de membros da população em geral sendo selecionados para a amostra são desconhecidos. No primeiro (amostra probabilística) todos os membros da população em geral tem uma chance igual de ser incluído na amostra; inclusão ou exclusão da amostra é uma questão de sorte e nada mais. Na amostra não-probabilística alguns membros da população em geral serão excluídos definitivamente e outros definitivamente incluídos (ou seja, cada membro da população em geral não têm a mesma chance de serem incluídos na amostra). Neste último tipo o pesquisador pode ter deliberadamente selecionado uma seção especial de toda a população para incluir ou excluir da amostra.


Fonte: rpublicando.blogspot.com (adapt.)

Sampling Methods in Qualitative and Quantitative Research

Fonte: Slideshare
Bibliografia:
Cohen, L., Manion, L., & Morrison, K. (2005). Research Methods in Education (5th ed.). London: Routledge Falmer. Obtido em 18 de 10 de 2011 em http://www.mums.ac.ir/shares/nurse/nurse_coll/EDO/manabe%20Amuzeshi/research%20method%20in%20education.pdf 
D'Arcy, D. (2009). The community's toolbox: The idea, methods and tools for participatory assessment, monitoring and evaluation in community forestry. Community Forestry Field Manuals. Rome. FAO. Obtido em 26 de 11 de 2011 em http://www.fao.org/docrep/x5307e/x5307e00.htm 
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Investigação-Ação

O que é?
Pesquisa-ação pode ser descrita como uma família de metodologias de pesquisa que prossegue a sua ação (ou mudança)  e investigação (ou compreensão)  ao mesmo tempo.  Na maioria  faz isso  usando um processo cíclico ou em espiral que se alterna entre ação e reflexão crítica e,   nos ciclos  tardios,  continuamente refinando métodos, dados e interpretação à luz do entendimento desenvolvido nos ciclos anteriores. É, portanto, um processo emergente que toma forma à medida que aumenta a compreensão, é um processo iterativo que converge para uma melhor compreensão do que acontece. Na maioria de suas formas, também é participativa (entre outros motivos, a mudança é geralmente mais fácil de conseguir quando os afetados pela mudança estão envolvidos)  e qualitativa. 

Resumindo, investigação-ação é uma metodologia que combina "ação" e "pesquisa" em conjunto. Durante um estudo do pesquisador repete o processo de executar uma ação, refletindo sobre o que aconteceu e usar essas informações para planejar sua próxima ação. Este processo de investigação-ação tem um efeito refinado na ação e o pesquisador vai ganhando compreensão do que está acontecendo conforme investigação. (Dick, 1999)


Segundo Masters (1995), existem três tipos de investigação-ação:
Tipo 1: técnica / técnico-colaborativa / científica-técnico/positivista
Tipo 2: Perspetiva mutual-colaborativa / pratico-deliberativa-interpretativa
Tipo 3: abordagem aperfeiçoamento / crítico-emancipatória investigação-ação / ciência perspectiva crítica




















Fonte: SlideshareReferências
Dick, Bob (1999)  What is action research? Disponível online em http://www.scu.edu.au/schools/gcm/ar/whatisar.html
Masters, J. (1995) 'The History of Action Research' in I. Hughes (ed) Action Research Electronic Reader, The University of Sydney, online  http://www.behs.cchs.usyd.edu.au/arow/Reader/rmasters.htm 



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