sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amostra

Segundo Cohen (2005), existem quatr fatores-chave na amostragem:

1 - Tamanho da amostra.
Citando Borg e Gall (1979:195), Cohen refere que, como regra geral, tamanhos de amostra deve ser grande, onde:
 há muitas variáveis​​;
• apenas pequenas diferenças ou relações de pequeno porte são esperados ou previstos;
 a amostra será dividida em subgrupos;
 a amostra é heterogênea em termos das variáveis ​​em estudo;
 medidas confiáveis ​​da variável dependente não estão disponíveis.



Fonte: D'Arcy (1990)

- Representatividade e parâmetros da amostra.
É importante que a amostra represente de fato toda a população em questão. Verificar as variáveis que poderão alterar o resultado (idade, sexo, ocupação, região, clima...)


3 - Acesso à amostra.
Cohen menciona que nem sempre é suficiente ser capaz de "obter" a amostra, o problema poderá ser "conseguir que a informação flua" para o público em geral.

4 - Estratégia de amostragem a ser utilizada.

Existem dois métodos de escolha de amostra: a probabilística e a não-probabilística. 
Numa amostra probabilística as chances de membros da população em geral serem selecionados para a amostra são conhecidas, enquanto que numa amostra não-probabilística as chances de membros da população em geral sendo selecionados para a amostra são desconhecidos. No primeiro (amostra probabilística) todos os membros da população em geral tem uma chance igual de ser incluído na amostra; inclusão ou exclusão da amostra é uma questão de sorte e nada mais. Na amostra não-probabilística alguns membros da população em geral serão excluídos definitivamente e outros definitivamente incluídos (ou seja, cada membro da população em geral não têm a mesma chance de serem incluídos na amostra). Neste último tipo o pesquisador pode ter deliberadamente selecionado uma seção especial de toda a população para incluir ou excluir da amostra.


Fonte: rpublicando.blogspot.com (adapt.)

Sampling Methods in Qualitative and Quantitative Research

Fonte: Slideshare
Bibliografia:
Cohen, L., Manion, L., & Morrison, K. (2005). Research Methods in Education (5th ed.). London: Routledge Falmer. Obtido em 18 de 10 de 2011 em http://www.mums.ac.ir/shares/nurse/nurse_coll/EDO/manabe%20Amuzeshi/research%20method%20in%20education.pdf 
D'Arcy, D. (2009). The community's toolbox: The idea, methods and tools for participatory assessment, monitoring and evaluation in community forestry. Community Forestry Field Manuals. Rome. FAO. Obtido em 26 de 11 de 2011 em http://www.fao.org/docrep/x5307e/x5307e00.htm 
Licença Creative Commons

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Investigação-Ação

O que é?
Pesquisa-ação pode ser descrita como uma família de metodologias de pesquisa que prossegue a sua ação (ou mudança)  e investigação (ou compreensão)  ao mesmo tempo.  Na maioria  faz isso  usando um processo cíclico ou em espiral que se alterna entre ação e reflexão crítica e,   nos ciclos  tardios,  continuamente refinando métodos, dados e interpretação à luz do entendimento desenvolvido nos ciclos anteriores. É, portanto, um processo emergente que toma forma à medida que aumenta a compreensão, é um processo iterativo que converge para uma melhor compreensão do que acontece. Na maioria de suas formas, também é participativa (entre outros motivos, a mudança é geralmente mais fácil de conseguir quando os afetados pela mudança estão envolvidos)  e qualitativa. 

Resumindo, investigação-ação é uma metodologia que combina "ação" e "pesquisa" em conjunto. Durante um estudo do pesquisador repete o processo de executar uma ação, refletindo sobre o que aconteceu e usar essas informações para planejar sua próxima ação. Este processo de investigação-ação tem um efeito refinado na ação e o pesquisador vai ganhando compreensão do que está acontecendo conforme investigação. (Dick, 1999)


Segundo Masters (1995), existem três tipos de investigação-ação:
Tipo 1: técnica / técnico-colaborativa / científica-técnico/positivista
Tipo 2: Perspetiva mutual-colaborativa / pratico-deliberativa-interpretativa
Tipo 3: abordagem aperfeiçoamento / crítico-emancipatória investigação-ação / ciência perspectiva crítica




















Fonte: SlideshareReferências
Dick, Bob (1999)  What is action research? Disponível online em http://www.scu.edu.au/schools/gcm/ar/whatisar.html
Masters, J. (1995) 'The History of Action Research' in I. Hughes (ed) Action Research Electronic Reader, The University of Sydney, online  http://www.behs.cchs.usyd.edu.au/arow/Reader/rmasters.htm 



Licença Creative Commons

Recolha de Dados - Questionário

A recolha de dados pode ser diferenciada. Consultemos o esquema que cruza duas fontes sobre este assunto.

Segundo Cohen (2004:245), ao construir um questionário deveremos passar pelas seguintes etapas:
  • questões éticas;
  • planeamento de um questionário;
  • operacionalização do questionário;
  • questionários estruturados, semi-estruturados e não estruturados ;
  • evitando armadilhas na escrita das questões;
  • perguntas dicotômicas;
  • questões de múltipla escolha;
  • ordem;
  • escalas de avaliação;
  • perguntas abertas;
  • fazer perguntas sensíveis;
  • sequenciamento das perguntas;
  • questionários contendo poucos itens verbais;
  • o layout do questionário;
  • carta/página de abertura e carta de acompanhamento;
  • pilotagem do questionário;
  • considerações práticas sobre o design de questionário;
  • questionários postais;
  • processamento de dados do questionário.
Elaborar um questionário implica tempo e esforço.


Métodos de recolha de dados - Questionários
Entre outras classificações possíveis, as questões podem ser classificadas de acordo com a estrutura da resposta. Assim Cohen e outros (2007) distinguem as seguintes:
  • Questões dicotómicas - Podem ter várias formas e frequentemente requerem respostas do tipo "Sim"/"Não";
  • Questões de escolha múltipla - o investigador pode optar por este tipo de pergunta onde o conjunto de opções possíveis pode captar melhor todo o tipo de respostas possíveis. A questão 11 do questionário da dissertação em análise nesta actividade é um exemplo de item de escolha múltipla;
  • Questão de ordenação - Este tipo de questão pede aos respondentes que identifiquem prioridades, atribuindo graus de importância ou de valor a determinadas opções.
  • Questões de classificação - Questões que requerem que o respondente classifique, assinalando uma opção de uma escala composta por diferentes valores de resposta.
  • Questões de soma constante - É, por exemplo, pedida a distribuição de um número de pontos, livremente, por diferentes opções disponíveis, de acordo com o valor que o respondente dá a cada uma delas.
  • Questões "ratio data" - Questões que solicitam valores como idade, peso ou classificação de terminado parâmetro de 1 a 10, por exemplo.
  • Questões abertas - Requerem uma resposta livre, que se pretende honesta, sendo por vezes um comentário pessoal.
  • Questões matriz - Estas questões não são propriamente um tipo de questão, mas refere-se a uma forma de apresentar as respostas e é em muito semelhante a questões de classificação.
  • Questões de contingência - Dependem de respostas dadas a questões anteriores. A primeira questão funcionou como uma "questão filtro" e a necessidade de responder à segunda depende da resposta dada à primeira.
    Este último tipo de questões, assim como as questões ramificadas, são desaconselhadas pelos autores, uma vez que tornam maçadora a resposta ao questionário.



Licença Creative Commons


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O papel da internet no processo de construção de conhecimento

Questões quanto ao método utilizado nesta investigação:


São apresentados claramente os objetivos claros que presidiram à elaboração do questionário?
Foram apresentados os objetivos que os questionários deveriam responder:
“… na sua génese estiveram os seguintes objetivos:
·         Verificar a facilidade de acesso (ou não) da internet.
·         Verificar a frequência de acesso à rede.
·         Apurar as razões de uma fraca navegação na internet (se for o caso)
·         Identificar os interesses que motivam o acesso à rede.
·         Caracterizar a relação dos dois grupos com a internet, em termos técnicos.
·         Identificar as representações que os atores educativos têm acerca dos conteúdos presentes na Rede e a sua organização.
·         Verificar o grau de importância atribuída à internet.
·         Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circularam na internet
·         Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvos.
Caracterizar a relação dos alunos com a internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos.
·         Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na internet.” (pp. 64 -65)

Foram indicados os passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
Foram indicados os passos relativos à construção do questionário (definição dos objetivos; caracterização da amostra; validação do questionário).

A amostra é claramente identificada?
É referido que o inquérito foi aplicado a 350 alunos e a 110 professores  (p.65). 

É indicado o método usado na definição da amostra?
Não. É somente referido que não foi aleatoriamente:
“O critério de seleção das escolas foi a existência de professores aí colocados que mostraram interesse de colaborar na aplicação dos inquéritos juntos dos alunos e colegas, bem como a presença de computadores ligados à internet para uso dos alunos.” (p. 65)
Segundo Cohen (2005), dir-se-ia que foi usada uma amostra não-probabilística. 

O questionário usado foi objeto de validação prévia?
Sim, foi enviado a uma amostra de 20 alunos (cerca de 15%) e 10 professores (cerca de 9%), sendo reformulado parte do questionário. (p. 66)

No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?
Faz-se referência ao programa utilizado para tratamento (Excel), mas não como foram tratados os dados. (p.67)

Licença Creative Commons

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Método Quantitativo

O que é?


São caracterizados pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas: percentual, média, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, dentre outras. Segue uma abordagem positivista, experimental e assenta em estudos confirmatórios


Quando aplicar?

É aplicado nos estudos descritivos de forma a descobrir e classificar a relação entre variáveis; investigar a relação de causalidade entre fenómenos e preveem a medição de variáveis previamente estabelecidas, verificando e explicando a sua influência sobre outras variáveis, mediante a análise da frequência de incidências e de correlações estatísticas

 


Algumas características/vantagens do método quantitativo:
  •  fiabilidade dos resultados obtidos na medição
  • causalidade entre os conceitos e as variáveis específicas
  • generalização do estudo através de amostras representativas
  • replicação/reprodutibilidade dos resultados obtidos
  •  individualismo (o indivíduo como foco central)


domingo, 30 de outubro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

Processo de Investigação na Educação


No decorrer da atividade 1 (fase 3) e de forma a completar o trabalho pedido (fluxograma), o grupo Quatro, no qual me insiro, decidiu proceder à construção de um site que foi construído de forma colaborativa na plataforma Google, com recurso à ferramenta Docs.


Visite clicando na imagem

Licença Creative Commons